Sem dúvida, o diagnóstico da doença de Parkinson é um desafio. Isso porque alguns procedimentos que podem identificar sinais da doença apresentam altos custos, como tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Além disso, milhões de pessoas no mundo não tem acesso à essas tecnologias. Atualmente, cerca de 6,3 milhões sofrem com o problema, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Outro desafio é a detecção precoce, já que os primeiros sintomas só se manifestam com o avanço da doença. Neste sentido, uma nova pesquisa dos Estados Unidos desenvolveu uma forma mais barata de diagnosticar o distúrbio: inteligência artificial aplicada no exame da retina. Os resultados foram apresentados na última reunião anual da Radiological Society of North America (RSNA).

Em seguida, conheça o estudo, como foi feito e como os resultados alcançados auxiliam na democratização do acesso à saúde.

 

A pesquisa

 

Pesquisadores da Universidade da Flórida (EUA) usaram o princípio de aprendizado de máquina para criar uma ferramenta de inteligência artificial que aprende a detectar indícios da doença de Parkinson em exames da retina. Para isso, treinaram a “máquina de vetores de suporte” com imagens da parte de trás do olho de pacientes portadores da enfermidade e de participantes de controle, sem o distúrbio.

Como o problema deteriora as células nervosas e, consequentemente, afina as paredes da retina, um simples exame de fundo de olho já consegue diagnosticá-lo. A doença também danifica a microvasculatura da retina.

 

Os resultados

 

Os resultados demostram que o mal de Parkinson pode ser diagnosticado a partir de alterações na retina. Atualmente, diversos estudos comprovam que danos no cérebro podem ser observados por meio dos olhos.

“A descoberta mais importante foi que uma doença cerebral foi diagnosticada com uma imagem simples do olho. O diagnóstico pode ser feito em menos de um minuto e o custo do equipamento é muito menor em relação a uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética”, afirma o pesquisador responsável, Maximillian Diaz.

 

Conclusão

 

Sem dúvida, ao aplicar técnicas de aprendizado de máquina no sistema de inteligência artificial utilizado no exame de retina, os cientistas podem tornar mais rápido, assertivo, barato e acessível o diagnóstico da doença de Parkinson.

A detecção precoce, ainda antes dos primeiros sintomas, permite iniciar o tratamento o quanto antes e gerar mais qualidade de vida ao paciente.

Os resultados da pesquisa também podem auxiliar na melhor compreensão da doença, na busca pela cura e em maneiras de retardar a evolução.

Além disso, os pesquisadores afirmam que a nova ferramenta de inteligência artificial pode ser empregada na identificação de outras doenças que danificam o cérebro, como a doença de Alzheimer e esclerose múltipla.

 

Acompanhe as principais pesquisas relacionada aos olhos no blog da Phelcom.

 

Inscreva-se